sábado, 13 de julho de 2013

Devemos temer o monopólio?

Depende. Se for monopólio concedido pelo governo sim, mas se for causado pelo livre mercado não.

No livre mercado, várias empresas disputam um determinado setor da economia. Mas para que alguma dentre elas consiga o monopólio, ela deve praticar o preço mais baixo que o mercado permitir. Assim ela atrairia todos os clientes e aniquilaria as rivais. Não existe problema neste monopólio, pois a empresa já pratica o preço mais baixo possível no mercado: o consumidor nada tem a temer. No entanto, ao acontecer o monopólio, a primeira preocupação dos clientes é que a empresa comece a praticar preços abusivos. Esta preocupação é legítima, porém temos que ter em mente que ao fazer isto, as empresas rivais podem novamente entrar em cena para reestabelecer a concorrência e a queda de preço.

Fora esta constatação, existe ainda “os rivais similares”. Tomemos como exemplo fictício uma empresa de combustível automotivo que consiga o monopólio. Ela ainda pode enfrentar a concorrência dos carros elétricos que fazem maior kilometragem por preços mais baratos do que carros a combustível fóssil.

A situação fica de modo invertido quando falamos de monopólio causado pelo Estado, pois neste caso sempre há legislação e coerção impedindo a livre concorrência. Este é o caso dos Correios, no qual há uma lei federal garantido a eles o monopólio do setor postal e, assim, impedindo a livre concorrência. Desta forma, Os Correios praticam os preços abusivos que desejar por seus serviços, afinal o governo garante tal “privilégio”, e os cidadãos não podem reclamar ou procurar outra empresa que ofereça serviço mais barato, pois não há e não haverá tão cedo, enquanto esta lei não for derrubada. O cidadão torna-se refém do Estado!


Tenha medo, muito medo do monopólio estatal.


TEXTOS COMPLEMENTARES:

Um comentário:

  1. Fiz força, mas este textinho não me convenceu, tudo hipotético demais. Continuo achando que os cartéis e trustes derrubam a possibilidade de ausência de intervenção do estado. É só olhar as grandes economias capitalistas.

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