sábado, 17 de agosto de 2013

Leis da economia



Os economistas convencionais que aparecem na mídia tentam a todo custo transformar a economia em matemática. Eles aparecem na TV, exibindo números e mais números a respeito da inflação, juros, altas e quedas nas bolsas de valores etc. Isto faz com que a economia pareça chata, imprevisível e complexa demais para que meros mortais iguais a nós, brasileiros, possamos entender. Não se deixe enganar: a economia é um assunto relativamente simples e está fortemente relacionada à ação humana. Não é a toa que a economia pertence ao ramo das ciências sociais.

O objetivo deste texto é justamente deixar claro a ligação direta que há entre economia e atividade humana e que desta relação derivam algumas leis as quais veremos a seguir.

1- As pessoas geralmente compram os produtos mais baratos.
As pessoas tendem a comprar os produtos mais baratos para gastar o mínimo possível e desta forma usar o dinheiro restante para outros interesses. Este principio é bastante evidente por si só, no entanto não significa que pessoas sempre façam isso. Pessoas que já foram corrompidas pelo consumismo desenfreado apresentam dificuldades para realizar esta tarefa.

2- As pessoas priorizam as necessidades mais urgentes.
Pense numa pessoa que acabou de conseguir o seu primeiro emprego. Os primeiros gastos que ela fará certamente será para satisfazer as necessidades que ela julga mais urgentes naquele determinado momento. Somente após satisfeitas estas necessidades, ela passa então a procurar satisfazer outros desejos. Cada individuo conhece bem suas necessidades pessoais e, assim, toma as decisões que achar melhor para si.

3- Teoria do valor subjetivo.
O valor dos bens (produtos e serviços) está na mente de cada pessoa. A teoria do valor subjetivo afirma que o valor dos bens depende da avaliação subjetiva dos consumidores: é desta forma que os preços são estabelecidos no mercado. Se, por exemplo, um empreendedor quer vender um aparelho de som, ele primeiro constrói um protótipo e realiza uma enquete entre diversas pessoas para perguntar o quanto as pessoas aceitariam pagar pelo produto. As pessoas respondem, depois o empreendedor faz o calculo dos custos de produção. Se o custo de produção ficar bem abaixo do valor avaliado pelos consumidores, o empreendedor então leva o seu projeto adiante e põe o seu aparelho de som no mercado à venda. Se o produto vender bem é sinal que ele acertou no preço que os consumidores aceitariam pagar, caso contrário, ele terá que admitir que errou em suas estimativas e então baixar os preços até que as suas vendas melhorem significativamente. Da mesma forma, o contrato de trabalho segue também esta lei. O contratante julga que o serviço prestado por seu funcionário vale mais do que está gastando com ele e, da mesma forma, o funcionário julga que seu salário vale muito mais do que o serviço que está prestando ao seu chefe ou cliente. Assim concluímos que não há exploração trabalhista, pois ambos saem ganhando nesta troca e, certamente, ambos estariam em piores situações se tais trocas não ocorressem. A teoria do valor subjetivo também explica porque medidas intervencionistas visando tabelar o preço dos produtos sempre irão fracassar: o governo não é onisciente, ele não tem como saber o valor que os vendedores e compradores estão dispostos a atribuir a algum bem.

4- Um bem torna-se econômico somente devido sua escassez.
Como o valor de um bem depende da avaliação subjetiva de quem o procura, a consequência é que quanto mais raro mais valor ele terá e, obviamente, mais alto será seu preço. É por este motivo que metais raros possuem alto valor ao passo que árvores não possuem valor algum no Brasil. Na Amazônia, o preço da água é baixo devido sua abundância; já em Singapura tem pouca água potável, você consegue imaginar o preço da água lá?

5- A quantidade de bens produzidos é inversamente proporcional ao seu valor.
Da lei anterior decorre que quanto maior a quantidade de um bem produzido, menor será seu valor no mercado e, certamente, quanto menos um bem for produzido maior será seu valor. Este é um dos motivos que pode fazer a reforma agrária ser um desastre: latifundiários que produzem em larga escala põem no mercado bens baratos ao passo que pequenos latifundiários que produzem menos terão que aumentar o preço dos seus produtos para obter seu desejado lucro causando prejuízos aos consumidores em geral. O dinheiro, que é um objeto de troca, também obedece a esta lei: quanto mais dinheiro no mercado mais ele ficará desvalorizado perdendo seu poder de compra, é o que chamamos de inflação.

6- Uma empresa só será terá sucesso no mercado se satisfazer as necessidades dos clientes.
Imagine alguém querendo abrir um negocio, por exemplo, um restaurante vegetariano numa cidade onde o povo adora carne e não possui interesse algum em consumir comida vegetariana. É óbvio que este empreendimento irá fracassar totalmente. Assim é fácil concluir: a demanda surge antes da oferta. Se uma empresa oferta bens onde não há demanda, ela está destruindo recursos, destruindo riqueza.

7- Um empreendimento só será levado adiante se gerar lucro.
O lucro é a mola propulsora de qualquer sistema econômico (seja capitalista, socialista ou qualquer outro que vier a existir). É através do lucro que os empresários pagam seus funcionários, compram mercadorias melhores, máquinas mais eficientes que barateiam a produção etc. É o lucro que indica que as necessidades dos consumidores estão sendo satisfeitas e que o empreendedor está gerando riqueza a todos os envolvidos no processo de troca; E de maneira diametralmente oposta, o prejuízo indica que o empreendedor está gerenciando mal os seus recursos e, portanto, destruindo riqueza que poderia ser melhor empregada em algum outro setor mais exigido pelos consumidores. Destas observações podemos extrair uma pergunta conveniente: se os empresários não demonstram interesse em determinado empreendimento, porque o governo deveria levá-lo adiante gastando inutilmente o dinheiro público com obras que não agregam riqueza à sociedade?

8- Lei da preferência temporal.
As pessoas, geralmente, preferem ter um bem no presente do que esperar para tê-lo no futuro. Este é o fator que causa o juro. Como a inflação é sempre crescente, os bancos criam o juro para se proteger dela. Nada mais normal do que isso.

9- A livre concorrência entre as empresas baixam os preços dos produtos e dos serviços.
Esta lei já foi repetida neste blog à exaustão, no entanto, cabe citá-la novamente, pois novos leitores desavisados surgem de vez em quando por aqui. O segredo por trás desta lei é bem simples: quando diversas empresas disputam o mesmo setor, aquelas empresas que tiverem poucos clientes baixarão os preços dos seus produtos e serviços para atraí-los. Desta forma, as empresas rivais que perderem clientes irão fazer o mesmo: baixar preços para atrair os consumidores. Assim, o preço dos bens irá cair até atingir o valor mais baixo que o mercado permitir. Este é o motivo pelo qual devemos exigir privatização completa dos setores de saúde, educação e outros. A concorrência entre os hospitais privados fará com que os preços caiam até atingir um nível popular e todo mundo poderá usar estes serviços.


Esta postagem ficou um pouco longa e evidentemente não revelou todas as leis naturais da economia, mas estas citadas já darão um bom embasamento para que estudantes novatos entendam a dinâmica que regem as atividades humanas na economia.

aqui voce pode ver outros princípios da economia


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